quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Você poderia ser a cura para o amor
















Como não sentir o amor?
Ela se importou, e isso foi tudo o que eu sempre esperei.
Em algum futuro as coisas serão como são, tudo vai mudar
e voltar para o mesmo lugar, como se a vida fosse apenas viver.

Não me deixe pensar, esse sempre foi o meu maior problema,
quando as coisas vão dar certo, eu ainda penso se...

Eu vou jogando dardos, de olhos vendados,
e o alvo ainda é você. 
Como Icaro achou que poderia voar, 
e assim correu todos os riscos por viver a sonhar,
eu peguei meus medos em minhas mãos,
seguindo em frente, sempre a frente.

Como vai dizer que é ruim, se você nunca esteve lá? 
Você fita seus pés, como se não pudesse encarar 
e ainda assim minha fé se encontra em seus olhos.


domingo, 6 de novembro de 2011

Ser alguém.


Me sentir especial.
Me sentir usado.
Ser especial.
Ser usado.
Eu gostava de mim,
eu buscava sempre o melhor,
até conhecer você,
e ser o que eu sou agora.
Foi preciso acreditar, mesmo quando todos me falaram pra que não.
Foi preciso ser melhor, mesmo quando todos me falaram pra que não.
Todos os dias e todas as noites,
eu tenho pensando nas formas de ser aquele que acredita, que busca.
Ser alguém.
Foi preciso acreditar, mesmo quando todos me falaram pra que não.
Foi preciso ser melhor, mesmo quando todos me falaram pra que não.
Me sentir especial.
Me sentir usado.
Ser especial.
Ser usado.
Eu gostava de mim,
eu buscava sempre o melhor,
até conhecer você,
e ser o quem sou agora.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Devil And Muse.



Eu sempre soube de você, aquela que falou que nunca iria mudar, mas a vida te fez ser assim, algumas mentiras te deixam no céu, você é meu diabo e minha musa, arranque seu coração e coloque uma pedra no lugar.

Vem com todo mal em suas mãos, me tire de mim, me faça saber que eu não posso ser mais do que sou, pois me perdi em você no primeiro olhar, meu diabo e minha musa.  

Já não posso com as guerras, não vou mais fugir, de você ou de mim, com o demônio nas mãos você me rouba e com todo mal me faz saber que não sou tão forte como imaginei em dias que já passaram. Meu diabo, minha musa.

Quantos dias pra voltar a ceder? Você se encontra tão presente e eu nem te pedi pra sair, você se retirou, mas deixou tatuado em meu peito toda dor que possa existir e por mais que eu tente, nunca irei conseguir retira-la, meu diabo e minha musa.

Sua voz tirou meu raciocínio, perto de você sou só uma criança na beira do precipício, você está longe agora, mas só fisicamente, pois te sinto tão perto, até dentro de meus ossos, meu diabo, minha musa, tudo ficará bem ou muito mal a partir de agora.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Linhas e frases, como facas, suas palavras me machucam.




Quando eu te falei pra ficar, eu realmente quis ver acontecer, mas você se foi assim como as folhas no outono e me deixou um vazio que não podia ser preenchido. 


Quando eu disse fique, tudo que eu queria era ouvir que sim, mais você foi embora, assim como a energia nas pilhas e assim o tempo parou enquanto você fazia parte de mim, mais não assim como hoje se faz e para não sofrer eu fui ao encontro dela.



Não vou me manter de braços cruzados enquanto você vive o mundo, não espere que eu espere por você, pois enquanto você vive, eu vou desfazendo os laços e exterminando todos os velhos sentimentos.


Quando eu falei pra você ficar, eu realmente quis ver acontecer, mas você se foi assim como as folhas no outono, não quero mais sofrer por coisas que não te trarão de volta, e eu nem mesmo sei se te quero aqui, pois paguei muito caro pra te ver ficar quando as semanas pareciam anos.

Mas hoje sou só uma fração daquele que um dia acreditou. Por que sei que muitas vezes  me trai ao pensar em seguir qualquer caminho que levasse a você. Esqueça o que passou... Esqueça se passou.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Ontem a noite.


Ontem à noite eu achei que o mundo acabaria, em teus olhos manchados de maquiagem, em um adeus cercado de dor, ontem a noite eu achei que o mundo acabaria.

Eu sei que fui bobo em achar que o amor seria suficiente pra te fazer ficar, eu sei que fui um tolo por achar assim, mais ontem a noite eu achei que o mundo acabaria.

Às vezes a gente aprende com os nossos erros, mais o amor me fez errar novamente, eu realmente achei que o meu amor seria o suficiente pra te prender aqui, eu sei fui um bobo em pensar mais ontem a noite achei que o mundo fosse acabar.

Suas lagrimas nada mudariam, te ver chorar não me deixou nem um pouco melhor, pois pensei que o amor seria suficiente pra te fazer ficar, sei que às vezes a gente aprende com os erros, mais ontem a noite eu realmente achei que o mundo fosse acabar.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

No afeto

E só de pensar,
como há de ser,
mais se é com você,
vou me sentir seguro.

Vou esperar bater
o vento, aprumar,
pra me entregar
sem muros.

Que é no afeto amor
estreito onde for
no céu, no mar, sereno.
Vou te pintar com a cor,
do meu amor...

e esperar bater
o vento, aprumar,
pra me entregar
sem muros.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

101 é mais que nada.

veja então,
eu seguir sem coração
levo só em minhas mãos
um punhado de saudade
tempo em que a felicidade
fez campana de passagem
nesse triste tempo meu.
cada passo, cada instante,
vou em frente, num volante,
que me feri sem cessar,
pois em mim fica a lembrança
da já morta esperança,
de um dia em tão voltar.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

102

Meu consciente me fez te amar,
meu inconsciente nem te conhece,
retratando em varias formas,
o que em mim se estabelece,
hoje te quero demais,
do amanhã eu já nem sei,
se ouso dizer que te amo,
é por medo de nunca sentir,
e do medo de nunca sentir,
me faço inteiro a teu dispor,
tentando talvez ser feliz,
me troco, me ponho, sobrevivo.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Suficientimente suficiente

Quando o maximo que tu fizer ainda não for o suficiente, resta a ti lutar e torcer para que um dia alguém compreenda que o suficiente vem de si e não do próximo, que amor é se doar, e não receber, e mesmo com o coração em pedaços, que te sobre esperança, pois se ainda houver esperança, nada no mundo vai te impedir de amar e se doar outra vez e talvez assim ser o suficiente de alguém. Quando se perguntar onde errou, mire qualquer canto no céu mais se for procurar onde acertou, procure assim as pequenas coisas, para os outros teus erros serão sempre evidentes assim encobrirão teus acertos, você será sempre questionado, a verdade nem sempre será verdade para todos mais ainda assim te restará esperança, e enquanto houver esperança, e em tuas veias o sangue correr, não se preocupe em cair, caia quantas vezes for necessário, assim como alguém que aprende a andar de bicicleta, é a capacidade de levantar e continuar tentando que te torna diferente de todos os outros.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Se eu quizesse razão, não escolheria o amor.

se pouco te importa, se o tempo passou, e com ele levou minha solidão, só quero que saibas, meu amor que és...

Quando de ti vi, a primeira vez, não encontrei rastro meu em você, hoje confeço sim eu já não sei, quem é que é quem, entre os lençoes.

Eu te escolhi para ser minha, meu amor, minha rainha, rainha do meu coração, mas se o teu o mundo não se encaixa sobre o meu, resta só dizer, adeus.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Culpa tua.

Culpa tua sim, por ser tão assim, mais culpar a mim, é mais fácil enfim, se jogar ao chão e ao sentir o chão, se encontrar perdido, sem abrigo, sem um cais...

Fortes temporais, em alguém que faz ser feliz demais, ir longe demais, sem saber voltar.

Ah você, que não sabe quem, que com ferro feri, assim, será ferido, e sem abrigo, se jogar aos pés de um novo alguém, pois nem sabe em quem se transformou...

Culpa tua sim, por ser tão assim, mais culpar a mim, é mais fácil enfim, se jogar ao chão e ao sentir o chão, se encontrar perdido, sem abrigo, sem um cais...

sábado, 7 de maio de 2011

Sozinho.

Vi de longe romances, e em meu corpo a solidão, fincada, como quem já conhece, participa e por inteiro se faz, já não mede esforços nem pra dar, nem pra ter, dizem que por amor, dizem que por...

Vi de longe a clareira, e a fumaça, a avisar, ali tem alguém, como quem já não sei, iluminando o céu, destoando à noite, clareira, faz de si o argumento pra não morrer de sofrimento, por estar tão só.

Quem assim é tão só, como esse que corre, que nada, e que voa, com ajuda do mundo, faz de tudo um pouco, renegado e moribundo é na vida mais um, só mais um...

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Anjo

E de repente você veio, e afastou os meus problemas como um anjo acima de mim... Quem disse que não fomos feitos um para o outro? Se o que eu penso é amor... Quando eu te deixei partir, eu não sabia a dimensão que seria isso em minha vida, e hoje eu só penso quando você irá voltar meu anjo e afastar novamente de mim os desafetos, não que eu seja egoísta em pensar apenas no melhor pra mim, é que penso que assim posso ser o melhor também pra você...

sexta-feira, 25 de março de 2011

Paradoxo mental agudo. [ Do que ele diz ser amor]

Sim sofrendo estou
é mais um dia assim que se vai,
um dia a mais,
e você soube o que passou por aqui...

Sim, estou sofrendo,
por não gritar,
o teu amor,
pra longe de mim...

Sorria estou sofrendo,
não vou chorar,
nem te falar mais de mim...

Pois cansado estou,
à esperar,
pra não chorar,
vem me abraçar,
me acalmar,
bem perto de ti.

Sorria estou sofrendo.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

How they shine

É perca de tempo,
mais preciso dizer,
que você tem que voltar
precisa voltar.

Essa é a verdade,
e eu nunca iria mentir
só espero que saiba,
que estarei sempre aqui.

Há dias que os dias,
são mais que um só dia,
eu olho as estrelas
e como elas brilham

mais hoje brilham bem mais
bem mais por você
bem mais por você....

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Conto anão #01

O pior, é no fundo mesmo com a ironia, é que espera estar totalmente errada quando fala que sabe que terá final um dia, ignorando seu senso de direção, segue louca na contra mão,
de seus sonhos desejos e planos, feitos antes e pensando somente no que agora há por vir.

sábado, 29 de janeiro de 2011

84

Regurgitado pelo mundo,
pobre o vagabundo,
não sabe se vai ou se fica,
não sabe se fica ou se vai.

Está a par do triste acaso,
é tal vivendo ao descaso,
espera algo acontecer,
não se decidi de viver...

É obra santa meu senhor,
do meu Senhor, o Salvador,
ainda assim tem escolher,
na indecisão se entristecer.

Focando o mundo sem saber,
aonde está, e por temer,
que o mundo mande em desvario,
algo de ruim, por ser tão frio.

Se mundo é mau então?
Porque confias nele seu João?
Mas se o mundo se zangar?
Se sabe o que estas a pensar?

O que será de mim então?
Juro não tive culpa não..

Não teve culpa?
Sei seu João.

[poppysmic]

Se eu soubesse o que dizer,
ó fina flor, eu nada falaria,
e como um beija flor, ó fina flor,
eu só te beijaria.

E com o peito ainda sangrar,
ó fina flor, meu coração eu te daria,
e se me importo com essa dor, ó fina flor,
então te entregaria.

Pois se é de alguém pra cuidar bem,
ó fina flor, que eu precisaria?
Então está em tuas mãos, ó fina flor,
pois sei que bem tu o farias.

E com o peito já curado,
ó fina flor, te amar seria o meu legado,
e sei que com ardor, ó fina flor,
eu também seria amado.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Amargo, e doce no final

Amargo, e doce no final

Sinais no tempo indicam que vai chover um céu avermelhado e sem estrelas, pra companhia uma xícara de chá amarga me aquece na noite fria, morangos, meu preferido, não pela cor, mais pelo seu doce olor, que contraditório não, amargo e doce mais saboroso afinal. Então o que antes se previu, se torna real, as gotas de chova começam a tocar o chão, e como bailarinas dessem céu abaixo até se desfazerem explodindo uma a uma sobre a calçada, a rua e os tetos de casas pela região, vento forte nas arvores, folhas também caem ao chão, são duas e trinta acho, digo: “Nem tantas pessoas como eu, podem deleitar-se nesse banquete real proporcionado pela união do Tudo.” Me sinto no mínimo lisonjeado pela oportunidade, me sinto agradecido, formigas rodeiam a lâmpada, ficam rodeando, rodeando, parece meio pragmático, sempre que chove ou vai chover. Formigas com asas se entorpecem junto ao calor da lâmpada, vai saber o que se passa com elas, quem sou eu pra mandar nas regrinhas das formigas. Dizem que nada está suficientemente perfeito, se me perguntarem o que falta, diria que um amor, mas assim como chá, amargo e doce mais saboro afinal.

Notas de rodapé

Eu olho pra ela e penso: “enquanto espero a volta do Salvador seus olhos são o suficiente para aliviar o coração de um homem assim cansado.”

sábado, 15 de janeiro de 2011

Do que adianta coração de poeta, se tuas mãos estão sujas do pecado...

Antônio Paz, tu não és quem pensa que és já não sois o que fosses um dia, as linhas do tempo te consumiram, é evidente nas rugas que habitam teu rosto, Ninguém mais te nota, nem amor sobrou em ti, nem o amor lembra de ti, ah Antonio paz, ela foi pra não voltar, e por não voltar ficaste assim, parado no tempo, esperando com o nascer do sol a volta do antigamente, mas pra quê se enganar, sabes que ela não irá voltar, mais continua a esperando, o dia inteiro, todo dia. Sábado de manhã, Joana, linda Joana, olhos verdes, pele da cor do por do sol, cabelos longos em tranças de rasta, pra mostrar seu ideal, chamou cá fora Antonio Paz e falou sobre partir, disse que cansou de tudo que era essa a hora de ir, pois não dá mais pra estar vivendo só por viver, e o amor que um dia habitou, foi simbora com ilusão no despertar, pois se cansou de esperar por dias melhores que nunca vieram e nunca virão, Joana, foi-se e nunca mais deu por aparecer e desde então, Antonio Paz, vive por viver, tanto faz se é segunda ou sexta-feira, se são seis horas ou sete e meia, que triste Antonio Paz, saiba que mesmo sabendo de tudo que você fez não te desejo isso nunca, não te desejo mal algum, por outro lado, esperava te ver mudar, esperava te ver crescer e com Joana se aprumar, mais pau que nasce torto, morre torto, diz o velho ditado, e contigo também foi assim e mesmo agora que a tristeza te consome, ainda assim, some de si, quando deferi o primeiro golpe em um copo de cachaça, já não sois Antonio Paz, aquele que conheci, nem muito menos o de Joana, por isso foi que eu parti, talvez por isso também Joana.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Pierrot, sem colombina outra vez.

Sobre mim

Como sempre, em alguém tem que doer, como nos livros e filmes, como historias e contos, alguém sempre vai sofrer. Sinais de fogo foram feitos, você nem de longe os viu, pintei mais de mil outdoors em teu nome, você nem de longe os viu, reescrevi alguns contos, adaptei, deixei pronto, e você nem por alto os leu, nossa historia começa ao mesmo tempo em que termina, não há meio e o fim vem antes do inicio, talvez um diretor melhor para essa trama, um montador melhor para a película e desse filme saísse algo mais, mas hoje bem mais do que colocar cada acorde em seu lugar, eu preciso de mim, preciso me recolocar em primeiro, me dispor a ser mais, mais por mim e por mim, enterrar os amores já mortos, e que o tempo não deixa levar.

Sobre você

Suave, assim como o beijo do vento na flor, assim é tua imagem, como alguém quem sofreu, e sofreu por amor, deu valor a quem mereceu, deu valor, mas não recebeu, sofreu, sofreu sim, mas foi apenas o fim, pra que carregar tantos prantos, se o fim é só o começo, sabe menina, eu sempre quis te dizer, talvez até tenha te dito, que um dia podes ser mais, mas pra ser mais, ó menina, é preciso saber enxergar que é menos, pra ser maior, é preciso mirar pequenez, só assim, tu verás que serás tão imensa, tão imensa assim quanto imenso é por ti meu amor.

Sobre os dois

Na trave, bateu o meu chute a gol, quando eu disse que te amava, não sei, já não sei, você também disse que amava, mas não sei, já não sei, pois que ia embora também me falou, é recíproco e você sabe, eu sei disso, mais se você sabe, então por que ser assim? Tão perto, tão longe, sempre na barreira, entre inicio e o fim, fim e inicio, nunca soubemos mesmo o que foi, sendo assim, mesmo que não se saiba, não sei dizer quem foi cruel, se meus erros ou teus erros, os meus medos, ou teus medos, meus acertos, teus acertos, sempre teus e meus, mas nunca foram nossos.

"Como sempre, em alguém tem que doer, não se sabe se doeu mais em ti ou em mim, mas eu sei que doeu, pois senti, vi milhares de estrelas em um céu tão nublado, foi herói e bandido, foi perigo, e foi salvo, fui assim, paradoxal, contraditório, diferente d’outros carnavais, mais fui pierrot, sem colombina outra vez."