Amargo, e doce no final
Sinais no tempo indicam que vai chover um céu avermelhado e sem estrelas, pra companhia uma xícara de chá amarga me aquece na noite fria, morangos, meu preferido, não pela cor, mais pelo seu doce olor, que contraditório não, amargo e doce mais saboroso afinal. Então o que antes se previu, se torna real, as gotas de chova começam a tocar o chão, e como bailarinas dessem céu abaixo até se desfazerem explodindo uma a uma sobre a calçada, a rua e os tetos de casas pela região, vento forte nas arvores, folhas também caem ao chão, são duas e trinta acho, digo: “Nem tantas pessoas como eu, podem deleitar-se nesse banquete real proporcionado pela união do Tudo.” Me sinto no mínimo lisonjeado pela oportunidade, me sinto agradecido, formigas rodeiam a lâmpada, ficam rodeando, rodeando, parece meio pragmático, sempre que chove ou vai chover. Formigas com asas se entorpecem junto ao calor da lâmpada, vai saber o que se passa com elas, quem sou eu pra mandar nas regrinhas das formigas. Dizem que nada está suficientemente perfeito, se me perguntarem o que falta, diria que um amor, mas assim como chá, amargo e doce mais saboro afinal.
Notas de rodapé
Eu olho pra ela e penso: “enquanto espero a volta do Salvador seus olhos são o suficiente para aliviar o coração de um homem assim cansado.”
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