Antônio Paz, tu não és quem pensa que és já não sois o que fosses um dia, as linhas do tempo te consumiram, é evidente nas rugas que habitam teu rosto, Ninguém mais te nota, nem amor sobrou em ti, nem o amor lembra de ti, ah Antonio paz, ela foi pra não voltar, e por não voltar ficaste assim, parado no tempo, esperando com o nascer do sol a volta do antigamente, mas pra quê se enganar, sabes que ela não irá voltar, mais continua a esperando, o dia inteiro, todo dia. Sábado de manhã, Joana, linda Joana, olhos verdes, pele da cor do por do sol, cabelos longos em tranças de rasta, pra mostrar seu ideal, chamou cá fora Antonio Paz e falou sobre partir, disse que cansou de tudo que era essa a hora de ir, pois não dá mais pra estar vivendo só por viver, e o amor que um dia habitou, foi simbora com ilusão no despertar, pois se cansou de esperar por dias melhores que nunca vieram e nunca virão, Joana, foi-se e nunca mais deu por aparecer e desde então, Antonio Paz, vive por viver, tanto faz se é segunda ou sexta-feira, se são seis horas ou sete e meia, que triste Antonio Paz, saiba que mesmo sabendo de tudo que você fez não te desejo isso nunca, não te desejo mal algum, por outro lado, esperava te ver mudar, esperava te ver crescer e com Joana se aprumar, mais pau que nasce torto, morre torto, diz o velho ditado, e contigo também foi assim e mesmo agora que a tristeza te consome, ainda assim, some de si, quando deferi o primeiro golpe em um copo de cachaça, já não sois Antonio Paz, aquele que conheci, nem muito menos o de Joana, por isso foi que eu parti, talvez por isso também Joana.
Nenhum comentário:
Postar um comentário