sábado, 29 de janeiro de 2011

84

Regurgitado pelo mundo,
pobre o vagabundo,
não sabe se vai ou se fica,
não sabe se fica ou se vai.

Está a par do triste acaso,
é tal vivendo ao descaso,
espera algo acontecer,
não se decidi de viver...

É obra santa meu senhor,
do meu Senhor, o Salvador,
ainda assim tem escolher,
na indecisão se entristecer.

Focando o mundo sem saber,
aonde está, e por temer,
que o mundo mande em desvario,
algo de ruim, por ser tão frio.

Se mundo é mau então?
Porque confias nele seu João?
Mas se o mundo se zangar?
Se sabe o que estas a pensar?

O que será de mim então?
Juro não tive culpa não..

Não teve culpa?
Sei seu João.

[poppysmic]

Se eu soubesse o que dizer,
ó fina flor, eu nada falaria,
e como um beija flor, ó fina flor,
eu só te beijaria.

E com o peito ainda sangrar,
ó fina flor, meu coração eu te daria,
e se me importo com essa dor, ó fina flor,
então te entregaria.

Pois se é de alguém pra cuidar bem,
ó fina flor, que eu precisaria?
Então está em tuas mãos, ó fina flor,
pois sei que bem tu o farias.

E com o peito já curado,
ó fina flor, te amar seria o meu legado,
e sei que com ardor, ó fina flor,
eu também seria amado.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Amargo, e doce no final

Amargo, e doce no final

Sinais no tempo indicam que vai chover um céu avermelhado e sem estrelas, pra companhia uma xícara de chá amarga me aquece na noite fria, morangos, meu preferido, não pela cor, mais pelo seu doce olor, que contraditório não, amargo e doce mais saboroso afinal. Então o que antes se previu, se torna real, as gotas de chova começam a tocar o chão, e como bailarinas dessem céu abaixo até se desfazerem explodindo uma a uma sobre a calçada, a rua e os tetos de casas pela região, vento forte nas arvores, folhas também caem ao chão, são duas e trinta acho, digo: “Nem tantas pessoas como eu, podem deleitar-se nesse banquete real proporcionado pela união do Tudo.” Me sinto no mínimo lisonjeado pela oportunidade, me sinto agradecido, formigas rodeiam a lâmpada, ficam rodeando, rodeando, parece meio pragmático, sempre que chove ou vai chover. Formigas com asas se entorpecem junto ao calor da lâmpada, vai saber o que se passa com elas, quem sou eu pra mandar nas regrinhas das formigas. Dizem que nada está suficientemente perfeito, se me perguntarem o que falta, diria que um amor, mas assim como chá, amargo e doce mais saboro afinal.

Notas de rodapé

Eu olho pra ela e penso: “enquanto espero a volta do Salvador seus olhos são o suficiente para aliviar o coração de um homem assim cansado.”

sábado, 15 de janeiro de 2011

Do que adianta coração de poeta, se tuas mãos estão sujas do pecado...

Antônio Paz, tu não és quem pensa que és já não sois o que fosses um dia, as linhas do tempo te consumiram, é evidente nas rugas que habitam teu rosto, Ninguém mais te nota, nem amor sobrou em ti, nem o amor lembra de ti, ah Antonio paz, ela foi pra não voltar, e por não voltar ficaste assim, parado no tempo, esperando com o nascer do sol a volta do antigamente, mas pra quê se enganar, sabes que ela não irá voltar, mais continua a esperando, o dia inteiro, todo dia. Sábado de manhã, Joana, linda Joana, olhos verdes, pele da cor do por do sol, cabelos longos em tranças de rasta, pra mostrar seu ideal, chamou cá fora Antonio Paz e falou sobre partir, disse que cansou de tudo que era essa a hora de ir, pois não dá mais pra estar vivendo só por viver, e o amor que um dia habitou, foi simbora com ilusão no despertar, pois se cansou de esperar por dias melhores que nunca vieram e nunca virão, Joana, foi-se e nunca mais deu por aparecer e desde então, Antonio Paz, vive por viver, tanto faz se é segunda ou sexta-feira, se são seis horas ou sete e meia, que triste Antonio Paz, saiba que mesmo sabendo de tudo que você fez não te desejo isso nunca, não te desejo mal algum, por outro lado, esperava te ver mudar, esperava te ver crescer e com Joana se aprumar, mais pau que nasce torto, morre torto, diz o velho ditado, e contigo também foi assim e mesmo agora que a tristeza te consome, ainda assim, some de si, quando deferi o primeiro golpe em um copo de cachaça, já não sois Antonio Paz, aquele que conheci, nem muito menos o de Joana, por isso foi que eu parti, talvez por isso também Joana.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Pierrot, sem colombina outra vez.

Sobre mim

Como sempre, em alguém tem que doer, como nos livros e filmes, como historias e contos, alguém sempre vai sofrer. Sinais de fogo foram feitos, você nem de longe os viu, pintei mais de mil outdoors em teu nome, você nem de longe os viu, reescrevi alguns contos, adaptei, deixei pronto, e você nem por alto os leu, nossa historia começa ao mesmo tempo em que termina, não há meio e o fim vem antes do inicio, talvez um diretor melhor para essa trama, um montador melhor para a película e desse filme saísse algo mais, mas hoje bem mais do que colocar cada acorde em seu lugar, eu preciso de mim, preciso me recolocar em primeiro, me dispor a ser mais, mais por mim e por mim, enterrar os amores já mortos, e que o tempo não deixa levar.

Sobre você

Suave, assim como o beijo do vento na flor, assim é tua imagem, como alguém quem sofreu, e sofreu por amor, deu valor a quem mereceu, deu valor, mas não recebeu, sofreu, sofreu sim, mas foi apenas o fim, pra que carregar tantos prantos, se o fim é só o começo, sabe menina, eu sempre quis te dizer, talvez até tenha te dito, que um dia podes ser mais, mas pra ser mais, ó menina, é preciso saber enxergar que é menos, pra ser maior, é preciso mirar pequenez, só assim, tu verás que serás tão imensa, tão imensa assim quanto imenso é por ti meu amor.

Sobre os dois

Na trave, bateu o meu chute a gol, quando eu disse que te amava, não sei, já não sei, você também disse que amava, mas não sei, já não sei, pois que ia embora também me falou, é recíproco e você sabe, eu sei disso, mais se você sabe, então por que ser assim? Tão perto, tão longe, sempre na barreira, entre inicio e o fim, fim e inicio, nunca soubemos mesmo o que foi, sendo assim, mesmo que não se saiba, não sei dizer quem foi cruel, se meus erros ou teus erros, os meus medos, ou teus medos, meus acertos, teus acertos, sempre teus e meus, mas nunca foram nossos.

"Como sempre, em alguém tem que doer, não se sabe se doeu mais em ti ou em mim, mas eu sei que doeu, pois senti, vi milhares de estrelas em um céu tão nublado, foi herói e bandido, foi perigo, e foi salvo, fui assim, paradoxal, contraditório, diferente d’outros carnavais, mais fui pierrot, sem colombina outra vez."

Acendi minha estrela, pra lembrar do teu sorrir.

Eu me vi por tanto amar, me esconder sem enxergar, as barreiras que eu fiz, caso um dia tu me vir, e por ser, tentei soltar todos os monstros que criei, mas sem saber te amar, te entreguei te espantei, te afastei... Caso você se tocar, que o amor, foi grande enfim, caso pense em voltar, vou tentar ser outro alguém, passos os dias a tramar, algo forte pra te ter, mais de certo, eu sei lá, que diabos eu farei, já falei em te amar, em te dar tudo e assim, te fazer a mais feliz, entre todas mais feliz, mas por não saber amar, só falei, e falei, mas falei, e sem medo de errar, me enganei, por outra vez, falei tudo ao pensar, disse tudo que pensei, só queria conservar, e nunca só convencer, mas me vi por tanto amar, dar a volta e mostrar mil caminhos que pra lá, eu não ia te encontrar, e por te querer feliz, eu o fiz, te mostrei aonde ir, ir sem mim, mas sim ir, fiz somente por amar, por amar foi que eu fiz, espero possa enxergar e entender, por que eu fiz, mas de nada adiantar, se você talvez voltar, “engraçado” e eu aqui a me enganar, com a lua a se guardar e um sol que vai nascer uma estrela a brilhar e um eu sem um você.

82

Não quero encontrar você,
mais sempre me encontro
numa canção perdida,
em um beijo ou despedida.
As vezes me arrependo,
das coisa que te fiz,
me colocar pra fora,
deixando só a você, em mim.
não diga que é por medo.
se não quero encontrar você,
pois sempre me encontro,
numa canção perdida,
no adeus, de uma partida..
Se já não vejo graça,
em coisas que já não são mais,
eu quero olhar pra frente,
mas me prendes no passado,
me deixando entorpecido
vou ficando para sempre,
preso a penar
Eu queria esquecer,
mais sempre é complicado,
já cansei, de ficar, esperando
por um não ou um sim,
contigo sou passado,
e nunca sou por mim.