sábado, 4 de outubro de 2008

Onde guardo as lembranças perdidas?

Olhando pela janela, vejo um céu parcialmente nublado, uma mistura de sol e chuva encantadora, que me prende o olhar, parecendo até ser algo mágico...
Mesmo sendo belo, e talves mágico, não parece ser o mesmo céu dos meus tempos de criança, quando lembro de um céu alaranjado, pela queimada dos canaviais da cidade vizinha, e de achar aquilo uma coisa fora do comum, mesmo que sendo uma coisa constante, e hoje vejo o céu assim, nebuloso, talves belo, mais de uma beleza triste. (lembro de gritar, mãe isso é a guerra do irãn e o iraque, tolice a minha...)
... Aquilo me prendia o olhar por achar que já o tinha visto em algum lugar, uma mistura de fantástico e triste, belo e deprimente, que retirou por segundos a minha consciência, me fazendo esquecer tudo, problemas e pessoas e tudo aquilo que me cercava...
Quando volto a meu estado de semi-lucidez, retomo o meu pensamento sem saber de onde vem essa lembrança, é como se eu soubesse sim, mais meu cérebro não deixasse inconcientemente que essa lembrança que eu sabia que existia, viesse a tona...
Por minutos tentei, até que desisti. Pensei em tomar banho, talvez isso passasse, chegando ao banheiro me deparo com o espelho, e ao olhar nos meus olhos revi como a lembrança do sol de antigamente, toda a beleza encaminhada da tristeza de mais cedo.
Encantador e mágico, belo e deprimente, triste e fantástico..